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2ª Romaria do MTH de Lagoa Real a Bom Jesus da Lapa


Neste domingo (09 de dezembro) o Movimento Terço dos Homens de Lagoa Real realizaram sua 2ª romaria ao Santuário de bom Jesus da Lapa http://www.bomjesusdalapa.org.br/. Foi um momento de graça pois os Homens do Terço participaram da Santa Eucaristia às 7:00 h da manhã e puderam visitar as diversas grutas que fazem parte do "Morro da Lapa".
Visitar o Bom Jesus é motivo de imensa alegria, pois revigora a nossa fé e nos faz refletir um pouco mais sobre a grandiosidade de nosso DEUS. É importante destacar que o Santuário do Bom Jesus da Lapa começou a ser lugar de romaria há mais de trezentos anos. Em 1691, Francisco de Mendonça Mar, descobriu a gruta, que até hoje serve como Igreja do Bom Jesus da Lapa.


Francisco de Mendonça Mar, nascido em Portugal, em 1657. Era filho de um ourives em Lisboa. Exerceu a profissão do pai sendo ourives e pintor. Com vinte e poucos anos de idade, em 1679, chegou a Bahia (Salvador), onde se instalou, tendo sua própria oficina e serventes – escravos seus.


No ano de 1688, foi encarregado de pintar o palácio do Governador Geral do Brasil, na Bahia. Ao invés de receber o pagamento, foi levado à cadeia, com dois de seus escravos, e cruelmente açoitado.


Tocado pela divina graça, reconhecendo a vaidade do mundo, aprendeu Francisco que a única coisa que vale, é a salvação eterna. Resolveu então deixar tudo e buscar o deserto mais remoto para sacrificar sua vida por Deus. Esse era o motivo pelo qual ele deixou o mundo – para a Glória do Senhor Bom Jesus e para o bem dos outros. Não procurava nem fama, nem riquezas mundanas, mas imitar o Bom Jesus nas palavras e obras.


Pois seria errado afirmar que ele “procurava o trabalho e foi obrigado a abdicar de seus direitos de trabalhador… ” Ele não foi obrigado a isso por ninguém, era a livre decisão dele. Pois distribuindo os seus bens, fez-se pobre e acompanhado duma imagem de Cristo Crucificado, enveredou-se pelo sertão adentro. Atravessou o sertão da Bahia, vestido de um grosso burel. Caminhou cerca de duzentas léguas entre tribos ferozes de índios antropófagos, passou fome, sofreu o calor do sol, esteve exposto aos perigos das onças, cobras, mosquistos e outros entes selvagens que habitavam nas florestas virgens do sertão.


Uma tarde, depois de vários meses de incessante caminhada, avistou um morro, subiu uma áspera ladeira, e por uma abertura na pedra penetrou numa gruta. Lá dentro encontrou uma prodigiosa cavidade, tão proporcional a Cruz que levava, que ali a colocou. Era exatamente isso, que procurava! Um perfeito Monte Calvário. Era um sinal de Deus, de que deveria ficar!


Aqui, à margem do Rio São Francisco, começou uma  vida  de  eremita,  na  solidão  e oração, venerando o Senhor Bom Jesus, que morreu na cruz pela nossa salvação e louvando a Maria, Sua Mãe, a Virgem da Soledade.


Esta gruta, anteriormente habitação de onças, tornou-se a morada dele e logo foi convertida por Francisco em lugar  de oração, em templo católico! Foi no ano de 1691.


Dedicado à oração e à penitência, “O MONGE” Francisco, percebeu logo que o amor à Deus não pode ser isolado da vida, mas inserido nela, então começou o trabalho em favor dos mais necessitados. Trazia ele para junto de si os pobres, doentes, infelizes e aleijados, a fim de serví-los com amor, desenvolvendo seu apostolado também entre os índios da redondeza.


No mesmo tempo em que Francisco descobriu a Gruta do Bom Jesus, foram descobertas as primeiras minas de ouro no território, que se chamaria posteriormente Minas Gerais.


E o Rio São Francisco era na época o melhor e único caminho de penetrar no interior do Brasil. Diz 
Euclides da Cunha no seu livro “Os Sertões”: “Vedado nos caminhos diretos e normais à costa, 
mais curtos porém, interrompidos pelos paredões das serras ou trancados pelas matas, o acesso fazia-se pelo Rio São Francisco. Abrindo aos exploradores duas estradas únicas, à nascente e à foz, levando os homens do sul ao encontro dos homens do norte. O grande rio erigia-se desde o princípio com a feição entre as duas sociedades que não se conheciam…”



Daí começou o movimento. Levas intermináveis de aventureiros, caçadores de ouro, mascates e vaqueiros, subiam o Rio São Francisco, fazendo pouso nesta Lapa, para rezar, fazer promessas, dar graças a Deus perante as imagens do Bom Jesus e de Nossa Senhora da Soledade, colocadas pelo Monge num altar da capela-mor da Gruta. 


Pelo seu exemplo e pelas suas palavras, Francisco “O Monge da Gruta”, conseguiu fazer brotar nos corações de muita gente o amor ao Bom Jesus e à Sua Santa Mãe.


Como exemplo de fé viva e amor, construiu às portas da gruta, o primeiro hospital de doentes e o asilo dos pobres, sendo ele próprio enfermeiro e protetor daquela gente sofredora.


Francisco mostrava a imagem do Bom Jesus pregado na cruz para todos aqueles que curava, dizendo-lhes que foi o Bom Jesus quem fez aquela cura e ainda deseja curar dentro de nós todos os males que prejudicam nossa pessoa e a do nosso próximo.

Confira algumas imagens deste Dia de Graças:


Sala dos Milagres




Genivaldo - Coordenador do Mov. Terço dos Homens no alto do Cruzeiro

Vista do Rio São Francisco
















Ponte sobre o Rio Sã Francisco 




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