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Planetas como o Netuno poderiam se tornar habitáveis

Simulação mostra que planetas gasosos podem se transformar em planetas rochosos com água líquida.
Estamos sozinhos no universo? Essa é uma pergunta que é feita há muito tempo. E ela continua sendo feita pois, até o momento, os cientistas não possuem uma resposta definitiva para ela. Mas isso não quer dizer que não se saiba nada sobre a possibilidade de encontrar vida em outros planetas.

Todas as formas de vida que conhecemos até o momento são constituídas de moléculas comcarbono e precisam de água para sobreviver. A água, na sua forma líquida, é um elemento essencial para que as moléculas que constituem os seres vivos possam efetuar as reações químicas necessárias para sustentar a vida. Quando os cientistas vasculham o universo em busca de vida, eles focam em planetas onde se possa encontrar água na sua forma líquida. A região em torno de uma estrela, onde é possível encontrar planetas com água líquida, é chamada de zona habitável.
Além de buscar água, os cientistas também se interessam porplanetas rochosos. Como o nosso planeta é rochoso, outros planetas com constituição semelhante poderiam ter uma evolução semelhante à do nosso planeta. Isso faz com que eles sejam bons candidatos para a busca de vida semelhante à encontrada na Terra.

Mas um novo trabalho revela que planetas gasosos também merecem a atenção de cientistas que estudam a possibilidade de vida extraterrestre. Um trabalho de simulação computacional revelou que planetas como Netuno poderiam se transformar em planetas rochosos. O trabalho foi feito por Rodrigo Luger e colegas da Universidade de Washington (Estados Unidos).

Luger usou modelos computacionais para avaliar o que poderia ocorrer com planetas semelhantes a Netuno se eles se movessem mais próximo da estrela que orbitam. Na simulação, usou-se um tipo de estrela chamada anã vermelha. O resultado foi surpreendente: ao se aproximar de sua estrela, o planeta conseguiu atingir a zona habitável. Além disso, radiações ultravioleta emitidas pela estrela conseguiram remover parte da atmosfera gasosa do planeta, deixando para trás um núcleo rico em ferro. O resultado da simulação foi um planeta rochoso com água líquida, um candidato ideal para o aparecimento de formas de vida como a da Terra.
Embora a simulação não prove conclusivamente que há vida fora da Terra, ela mostra que há uma grande variedade de planetas que podem vir a sustentar a vida. Com tantas possibilidades de planetas habitáveis, quem sabe no futuro os cientistas consigam localizar algum que, assim como o nosso, possui alguma forma de vida.
O trabalho completo encontra-se na edição de janeiro de 2015 da revista Astrobiology.
Fonte: http://www.clickideia.com.br
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