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Presidente da Namíbia ganha prêmio de US$ 5 milhões por bom governo na África

Em um continente marcado por tragédias e guerras, onde as mudanças ainda acontecem lentamente, não é fácil encontrar líderes cujo legado de médio e longo prazo mereça reconhecimento com o maior prêmio individual do mundo.
Depois de dois anos consecutivos sem vencedores, o Prêmio Mo Ibrahim para a Excelência de Liderança Africana ficou com o presidente da Namíbia, Hifikepunye Pohamba. Ele é o quinto laureado desde que a premiação foi criada, em 2007. Durante quatro anos desde então, a Fundação Mo Ibrahim não conseguiu achar alguém que estivesse à altura da nomeação.
vencedor ganha US$ 5 milhões (R$ 14,5 milhões) pagos ao longo de dez anos e US$ 200 mil anuais vitalícios. Concorrem ex-líderes de governos africanos democraticamente eleitos que tenham cessado suas funções nos três anos anteriores e cumprido o mandato constitucional. Ganha quem for considerado um líder excepcional que sirva de modelo para as gerações seguintes.
Eleito presidente em 2004 e reeleito em 2009, Pohamba é o primeiro premiado a ser contemplado antes de terminar o mandato, que acontecerá no final do mês quando ceder lugar ao novo presidente da Namíbia, Hage Geingob.
— O foco do presidente Pohamba em estimular a coesão nacional e reconciliação em uma fase-chave da consolidação da democracia e do desenvolvimento social e econômico da Namíbia impressionou o comitê do prêmio. Sua habilidade de comandar a autoestima e a confiança do seu povo é exemplar. Durante a década do seu mandato presidencial, demonstrou liderança altiva e sábia. Ao mesmo tempo, manteve-se humilde ao longo da sua presidência — discursou o ex-secretário-geral da Organização da Unidade Africana (hoje União Africana) e ex-premier da Tanzânia, Salim Ahmed Salim, durante a cerimônia de premiação.
Durante os anos que Pohamba esteve no poder, os índices de alfabetização do país subiram, após o fim das cobrança das mensalidades para as escolas primárias, o que gerou quase que 100% de matrículas. A medida deve ser repetida para a escola secundária. Além disso, 80% das pessoas contaminadas com o vírus HIV/Aids passaram a receber retrovirais e o grau de contaminação caiu 36% entre 2005 e 2013.
— A reputação da Namíbia se concretizou como a de uma democracia bem gerida, estável e inclusive com forte liberdade de imprensa e respeito aos direitos humanos — acrescentou Salim.
Se as mudanças são evidentes numa radiografia de médio prazo na África, ano a ano elas quase não aparecem. Talvez por isso mesmo, o Prêmio Mo Ibrahim tenha ficado sem vencedores tantas vezes ao longo dos anos. Em uma década, com muitos altos e baixos, o continente africano registrou melhoras em indicadores que medem desde a chamada governança ao desenvolvimento humano. De acordo com o índice Mo Ibrahim — atualmente um dos mais completos para monitorar a evolução da região — a nota média ainda é baixa.
Ameaças ao Estado de Direito
De zero a cem, o continente manteve-se em medianos 51,5 em 2013, segundo os dados mais recentes divulgados pela Fundação Mo Ibrahim no final do ano passado, depois de sair de 51,2 em 2010, bater o pico de 51,7 em 2012, para voltar.
As estatísticas revelam as dificuldades dos 52 países africanos avaliados (o Sudão está fora por não oferecer informações confiáveis) em enfrentar a violência e as ameaças ao Estado de Direito.
O primeiro líder a receber o prêmio foi o ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano (2007), sendo seguido por Festus Mogae, de Botsuana (2008), e Pedro Pires, do Cabo Verde (2011). Nelson Mandela recebeu o prêmio honorário de 2007.



Fonte: http://oglobo.globo.com/ 
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