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Evangélico invade igreja católica e quebra imagens no RN

Homem disse que recebeu uma missão de abrir os olhos das pessoas para não cultuar imagens e quebrou o que conseguiu na igreja.

Um homem invadiu a capela de Santo Expedito, localizada no bairro Jardim Petrópolis, em São Gonçalo do Amarante (região metropolitana de Natal), e quebrou imagens e objetos do altar central da igreja católica, no último dia 30.
Ele foi detido, mas está internado no Hospital João Machado, em Natal, com quadro de surto psicótico e não tem previsão de alta. Segundo a polícia, Cristiano Antonio de Oliveira estava com uma barra de ferro quebrando o que encontrava dentro da igreja. Ele destruiu a imagem do padroeiro da capela, o Santo Expedito.
Oliveira derrubou cadeiras e as mantas que estavam enfeitando os altares da capela, ainda arrumados da missa de Domingo de Ramos. Outros objetos, como castiçais de cristal, também foram quebrados.
“Ele arrombou a porta central da igreja com muita força, empenou uma barra de ferro, destruiu seis ferrolhos antes de quebrar todos os objetos do altar central junto com a imagem de Santo Expedito”, contou o coordenador da capela de Santo Expedito, Ivanilson Gabi.
Durante o quebra-quebra, Oliveira ainda fotografou os objetos destruídos e tirou uma foto dele dentro da igreja. O material foi apreendido pela polícia. Em depoimento prestado na delegacia de São Gonçalo do Amarante, onde a ocorrência foi registrada, Oliveira disse que recebeu uma “mensagem divina” e que a Igreja Católica pregava “errado em usar imagens de santos”.
“Ele estava alterado, dizendo que havia recebido uma missão de abrir os olhos das pessoas para não cultuar imagem e quebrou o que conseguiu na igreja. Só não quebrou mais coisas porque foi contido por um policial que mora próximo. O vandalismo dele será associado à intolerância religiosa”, disse um investigador da delegacia de São Gonçalo do Amarante.
Oliveira não tem advogado constituído e deve ser representado por um defensor público. Em depoimento, negou que tenha praticado intolerância religiosa. “Ele disse que atendeu a um chamado e não tem culpa do que fez”, disse o policial.
O coordenador da capela Santo Expedito disse que o rapaz já frequentou a igreja, mas soube por moradores que ele havia se convertido ao protestantismo recentemente. A família dele foi procurada pela reportagem, mas não quis se manifestar sobre o assunto.
O ataque à igreja causou comoção aos fiéis. Na noite desta segunda-feira, houve uma missa, que ficou lotada. “Não estamos para criticar quem tem outras crenças, mas queremos que nos respeitem como cristãos católicos e nós temos uma única fé, que é em Deus, nosso salvador”, disse o coordenador da capela.
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