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Qual a diferença entre reforma política, golpe de Estado e impeachment?



Entenda a diferença e saiba por que lutaram os manifestantes no dia 15 de março de 2015
O mês de março de 2015 tem sido muito turbulento para a política nacional. No dia 15, foram organizadas algumas manifestações nas ruas por cidadãos insatisfeitos com o atual governo da presidente Dilma Rousseff.
Os desejos daqueles que estiveram nas passeatas eram confusos e, por vezes, variados: algumas pessoas lutavam por uma reforma política; outras pediam o impeachment; um terceiro grupo, por sua vez, sugeria que o governo fosse sucedido pela instauração de um golpe de Estado. Vamos entender a diferença entre essas três formas de luta?
A primeira forma de luta que apareceu nas manifestações foi a busca por uma reforma política no país, que deve ser pensada como a necessidade da criação de um conjunto de propostas para a modificação do sistema político nacional, especialmente para aqueles pontos que não foram tratados pela Assembleia Nacional Constituinte em 1988 ou que já ficaram desatualizados, visto que nossa Constituição tem quase 30 anos. Alguns desses pontos tratam sobre o jogo político em si, como a regulamentação do financiamento das campanhas eleitorais, enquanto outros querem criar novas instituições para aumentar a participação popular nas decisões do governo, como as assembleias participativas e representativas. 

O processo de impeachment do presidente Fernando Collor foi marcado por grande mobilização popular
A segunda forma, o impeachment, pode ocorrer quando o chefe do Poder Executivo comete um crime comum ou de responsabilidade, desrespeita a Constituição, viola os direitos pátrios e abusa de seu poder. Em todos esses casos, o seu mandato pode ser cassado e ele perde o cargo e o direito de exercê-lo novamente. Essa modalidade pode ocorrer tanto para presidentes como para governadores ou prefeitos, sendo que cada um deles será julgado dentro de sua instância (o Congresso Nacional, as Assembleias dos estados ou as Câmaras de Vereadores, respectivamente). A história recente do Brasil conheceu um episódio de impeachment presidencial: em 30 de dezembro de 1992, Fernando Collor de Mello foi retirado de seu cargo por envolvimento em crimes ligados à corrupção.
O golpe militar de 1964 completa 51 anos no dia 31 de março, relembrando um período em que qualquer manifestação contra o governo era proibida e censurada
A terceira forma é a instauração de um golpe de Estado. Aqueles que defendem a volta dos militares ao poder relembram o grande crescimento do país durante o período do“milagre econômico” e acreditam que somente com um governo rígido o Brasil voltaria a crescer. No entanto, eles se esquecem de que o outro lado do governo militar foi a repressão contra as liberdades individuais, com a instauração da censura, a proibição da existência de partidos políticos ou a redução na liberdade de expressão. Basicamente, se o país vivesse hoje em uma ditadura militar, seria impossível fazer uma manifestação como a do dia 15/3, que critica o governo, sem que houvesse repressão da polícia e muitas pessoas presas.


Enquanto o impeachment é a retirada do poder de um governante que cometeu um crime, o golpe de Estado é a tomada à força do poder por um grupo que está insatisfeito e quer passar a governar de seu jeito. Se, no impeachment, quem assume o governo é o vice-presidente, em um golpe de Estado o novo presidente é alguém no novo grupo. Cabe relembrar que o golpe de Estado é um procedimento ilegal, já que as eleições determinam por meio de um processo democrático quem deve representar a maioria da população.
O Brasil sofreu dois golpes de Estado em sua história republicana: em 1930, com a entrada de Getúlio Vargas no poder, e em 31 de março de 1964, com a instauração da ditadura militar, quando Jango foi tirado à força da presidência, há 51 anos. 

Fonte: http://www.clickideia.com.br
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